domingo, 2 de setembro de 2012

Sunset Limited


O Sol nasce para si e brilha para todos

Hoje vou falar sobre um filme: Sunset Limited. A princípio uma obra de difícil entendimento: o filme todo se passa em um apartamento suburbano onde todos os cômodos se misturam formando um só espaço. Personagens: um professor e um ex-presidiário homicida.

Agora que o leitor já está ambientado, deixarei os pormenores da obra e vou me ater brevemente aos questionamentos e reflexões a que ela me instigou:

I – se existe um limite entre a razão e a fé, qual seria este limite? Será impossível ter fé mesmo sendo uma pessoa letrada, culta e ciente dos problemas praticamente indissolúveis que a raça humana apresenta e que aparentemente se acentuam a cada dia mais?

II – a mudança de atitude é possível de acontecer mesmo ao mais perverso dos homens, pois todos, sem exceção, temos dentro de nós a centelha Divina, aquela chama que é nossa essência e que dia após dia, pouco a pouco, deixaremos ela se manifestar mais e mais espaço dentro de nosso ser;

III – devemos estar atentos aos sinais que a Vida nos mostra, procurar entender o que acontece ao redor e usar desse entendimento para transmutar nossa energia em atitudes positivas e que beneficiem o próximo, pois ajudar ao outro é a melhor maneira de se ajudar e esta é uma grande verdade;

IV – aceite e trabalhe as suas fraquezas, pois cedo ou tarde você terá de encará-las e vencê-las;

V – nem todos os nossos deveres ou flagelos nós compreendemos, mas inevitavelmente nosso dever é seguir adiante, pois o entendimento virá no momento certo.
 
Crianças, eu poderia continuar por mais e mais tempo, pois gosto de honrar o título de meu blog, mas creio que por hoje já divaguei o suficiente e talvez da mesma forma já tenha aguçado a vontade do caro leitor a conferir o conteúdo da obra, que é uma ficção tão próxima da realidade que chega a ser atordoante. Para terminar, um detalhe: os atores do filme são nada menos do que Samuel L. Jackson e Tommy Lee Jones.
 

Petisco: Beyond the Sunset, de Blackmore’s Night. Uma música que nos leva irresistivelmente a refletir e, escutar depois de assistir a Sunset Limited é como receber um presente. Coincidência que vai além do trocadilho entre os dois títulos. ;-)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Bravo!


Acordar, despertar o corpo, cuidar da mente. O CCSP (Centro Cultural São Paulo) promove concertos gratuitos aos interessados. Clássicos do Domingo, nome dado à programação, caracteriza uma ótima oportunidade para aqueles que procuram um programa diferente e sadio.

A música clássica possui a propriedade de elevar o nosso ser: sem sairmos do lugar, somos capazes de nos transportar a outras dimensões, onde as sensações corpóreas deixam de existir e a vida torna-se plena por alguns instantes.

De acordo com Nicholas Hudson*, biólogo da Australian Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization, o cérebro comprime a informação musical assim como um software de computador faz com um arquivo de áudio: ele identifica padrões e remove dados desnecessários ou redundantes. A música clássica, por exemplo, pode parecer complexa para quem ouve, mas o cérebro consegue encontrar padrões para o trabalho de compressão. Pouca coisa é descartada e o esforço realizado nessa compressão gera maior satisfação após realizado.

Esse novo horizonte de percepções está disponível ao caro leitor. Para acompanhar a programação, basta acessar o site do Centro Cultural ou adquirir um exemplar da revista Em Cartaz, distribuída gratuitamente em diversos pontos da cidade de São Paulo (confira a relação de locais para adquirir a sua). A divulgação mensal de diversas atrações culturais está presente nessa revista, incluindo a programação do CCSP. Então quem sabe um dia nos encontramos por lá? Bom passeio!


Petisco de hoje: Chopin! Sou leiga, mas até os melhores admiram.

*colaboração do site Música e Adoração.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ro... rodando não... ródando!



Comemoração do primeiro aniversário do Curupira Moto Clube: membros oficiais, convidados e plateia compartilhando o espaço: festa pacífica e aberta ao público, ao som de muito rock n' roll.

Tempos atrás morei em um bairro tranquilo: a paisagem variava entre mercearia, quitanda, alguns mercadinhos, igreja, sapateiro, lojas que só são abertas após as 9h. Tudo muito pacato. Mas certamente o local que mais me chamou à atenção nos últimos tempos foi uma adega. Não pelos produtos em si nem mesmo pela decoração característica, mas em princípio pela... digamos... prestação de serviços.

A adega do Mario, como é conhecida por moradores do bairro, é também sede do Curupira Moto Clube (CMC) que, nascido da idealização do presidente Caio José de Oliveira, completou no último dia 25 seu primeiro aniversário.

Dois dias após o evento alusivo a essa data, estive na sede do Clube – local que visitei timidamente pela primeira vez há seis meses, sob o verdadeiro pretexto (diga-se) de comprar água – e conversei com alguns de seus integrantes, entre eles o próprio presidente. Durante a entrevista, que fluiu como um verdadeiro bate-papo, foram abordados diversos aspectos, desde a origem dos moto clubes até o futuro do próprio Curupira.

É comum confundir motoqueiros com motociclistas, pois a diferença básica entre os dois é que o motoqueiro geralmente utiliza a motocicleta como meio de trabalho e a pressão que há sobre sua atividade profissional acaba por prejudicar sua rotina e até mesmo a própria saúde do condutor e, como numa espécie de efeito dominó, o estresse do dia-a-dia, aliado a outros fatores sociais, refletem em seu comportamento, caracterizando-o como uma pessoa difícil de lidar. Desunião e falta de espírito de equipe contribuem para se enquadrar a esse perfil, contrário ao do motociclista que, a par das normas da estrada, respeita-as e desfruta de seu lazer de maneira consciente e saudável.

Em 1948 foi fundado o Hells Angels Motorcycle Club (HAMC), nos Estados Unidos, nome inspirado em esquadras existentes nas duas Grandes Guerras, mais conhecidas como Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Os integrantes, a princípio, estavam associados a crimes como tráfico de drogas, extorsão e roubo de mercadorias, frequentemente utilizando o uso ilegítimo de violência. Crânios reais, utilizados para adornar as motocicletas, ajudavam a criar uma imagem desafiadora e feroz diante da sociedade.

“O crânio ou a caveira em si também estão associados à naturalidade em lidar com a morte, sendo esta nada além de uma passagem entre este orbe e outros”, observa Wallace Andrade, também conhecido como Carvão entre os membros do CMC.

O nome Curupira é inspirado na personagem do folclore brasileiro, protetor da fauna e da flora, astuto e bem-humorado. E por falar em bom humor, neste momento da entrevista um dos integrantes brinca: “Saci seria um nome complicado, porque seria inviável pilotar uma moto com um pé só”. Outro argumento para a escolha deste nome foi a americanização que atualmente se observa Brasil afora. Nesse ponto de vista, verifica-se também uma maneira que os integrantes do Clube utilizaram para valorizar a cultura do país.

O Curupira Moto Clube é estruturado seguindo princípios de companheirismo e civilidade, baseados nos códigos da estrada. Além dessa organização, o próprio colete sinaliza a hierarquia: cada uma das figuras costuradas nele funciona como uma verdadeira insígnia, às quais os integrantes são capazes de se reconhecer dentro da cadeia de comando apenas pelo estímulo visual. Os membros são convidados a fazer parte da equipe e o convite somente é realizado após uma verdadeira investigação social acerca do candidato: comportamento, disposição e proatividade são alguns dos critérios utilizados na hora de se aprovar um novo membro da equipe, que só recebe insígnias novas após períodos predeterminados de tempo, conforme é submetido a novas provas de conduta e sociabilização.

Tanto empenho em assegurar a boa imagem do Curupira inevitavelmente acarretaria em projetos de expansão de benfeitorias. Logo, o Clube marca presença em ações beneficentes de amparo a idosos e auxílio a crianças portadoras do vírus HIV. “Muitas outras ações estão por aí”, garante o presidente do CMC.

Vida longa ao Curupira!


Petisco do dia: Não Pare na Pista. "Ê, Raulzito!"


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Somos Maus


Estamos aqui para manter a ordem. Estamos aqui para corrigir a postura de muitas pessoas que invadem a liberdade do próximo. Estamos aqui para usar de força ostensiva e até repressiva para conter os ânimos de gente que não se respeita. Somos maus.


A imagem que se tem da Polícia Militar causa estranhamento e certa dose de medo na população, o que a faz demonstrar desprezo e até um certo desrespeito para com os agentes da lei. No geral, não procuramos refletir que dentre os nossos vizinhos, amigos, professores (e por que não?) desafetos, há praças e oficiais que representam essa força de trabalho insalubre, cujo comando objetiva um bom convívio em sociedade.


O soldado, o policial, o "coxinha" arrisca sua vida e a de sua família para fazer valer, na prática, os princípios que regem a nossa Constituição. Há procedimentos padronizados de conduta, hierarquia e disciplina e o fato de pertencerem à Instituição não quer dizer que sejam pessoas boas. As más intenções existem como em qualquer empresa, e por sua vez acabam por serem desmascaradas e punidas, como também ocorre independente do lugar.


Percebemos, assim, que existe uma linha muito tênue entre aqueles que se declaram como combatentes da criminalidade e os cidadãos comuns, pois todos temos o papel de trabalhar e servir. Cabe a cada um de nós: pais e filhos, civis e militares, conhecer a marcha e ir tocando em frente.


Petisco: Hoje não tem biscoito.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Saquinho é um saco!


Agora é lei: está proibido usar sacolinha plástica nos supermercados da cidade de São Paulo O prefeito Gilberto Kassab sancionou a Lei de nº 15.374, de 18 de maio de 2011, que institui que os estabelecimentos ficam proibidos de fornecer ou comercializar sacolas plásticas aos clientes. Os lojistas têm até o dia 31 de dezembro deste ano para se adequarem à nova lei, sob pena prevista na Lei Federal nº9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre Crimes Ambientais.

Polêmica, controversa, inútil? Rende um bom debate. Há quem diga que é irrelevante essa medida, tendo em vista a degradação florestal acumulada na Amazônia, que no período de agosto de 2010 a julho de 2011 teve aumento muito expressivo, de 241%, segundo o sistema de análise de imagens de satélites do Imazon, o SAD. Por outro lado, no Brasil, a criação de gado é responsável pela metade das emissões dos gases de efeito estufa de acordo com estudo do INPE e estima-se que cada quilograma de bife brasileiro está associado a 300 quilogramas (660 libras) de emissões de CO2. Será que os ditos ambientalistas deixam de comer carne por conta disso?

É notório que a cidade de São Paulo funciona em um ritmo frenético, então toda iniciativa que busque melhorar a qualidade de vida em um ambiente tão conturbado como esse é válida. Os outdoors foram proibidos, o ato de fumar em local público e coberto também.

Nos Estados Unidos as sacolas nos mercados são feitas de papelão, que degrada em cerca de seis meses e a nossa “inocente” sacolinha plástica leva aproximados cem anos (!) para se decompor na atmosfera.

Em uma sociedade em que há pessoas que jogam livremente, como papeis de bala, latinhas e toda a sorte de embalagens e detritos orgânicos indiscriminadamente (cuspir no chão da pátria é um absurdo!), instituir essa lei é plenamente aceitável. A fiscalização cabe aos órgãos competentes, mas a conscientização vem de dentro para fora de cada um de nós.

As vidas se transformam com as pequenas atitudes: as palavras mágicas “por favor” e “obrigado”, um sorriso, uma respiração profunda diante de uma adversidade, o contar até dez, tudo isso nos ajuda a viver melhor. Por que não incluir em nosso leque de opções sadias o hábito de evitar juntar lixo desnecessário?

Higienizemos nossas mentes, amigo!